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Categoria: Produção

Quem controla o que o mundo precisa fabricar e comprar: tarifas, cadeias de suprimento, chips, energia, terras raras, agro. Uma das quatro dimensões do poder estrutural.

12 análises

20 outToque de recolher na França e Macron no Golfo atrás de dieselA França passou a segunda noite sob toque de recolher parcial em Paris, Lyon, Lille, Nice e Marselha, depois de um fim de semana de saques e incêndios que seguiu os protestos contra o custo de vida. Enquanto isso, o presidente Emmanuel Macron percorre quatro países do Golfo com executivos da TotalEnergies e da Engie, atrás de diesel e de rotas que contornem o estreito de Ormuz, fechado há oito meses. O petróleo Brent passou de US$ 111, o maior preço em cinco meses.Comércio global17 outA semana em que o lucro recorde da TSMC não acalmou a ÁsiaO movimento da semana em Produção: a TSMC, a fabricante taiwanesa dos chips mais avançados do mundo, anunciou o maior lucro trimestral da história do setor, com a demanda por inteligência artificial em recorde. No mesmo dia, a bolsa da Coreia do Sul caiu 7,57% e parou por 20 minutos. Na outra ponta da economia física, o frete de petroleiro bateu recorde, a escassez de diesel foi projetada até 2027 e os estoques estratégicos foram abertos. No Brasil, a Conab estimou a safra 2026/27 em 367,1 milhões de toneladas, um recorde.Cadeia de semicondutores15 outO maior lucro da TSMC sai no dia em que Seul para 20 minutosA TSMC, a fabricante taiwanesa dos chips mais avançados do mundo, lucrou 68,7% mais no terceiro trimestre, um recorde do setor. Horas antes, a bolsa da Coreia do Sul caiu 7,57% e foi suspensa por 20 minutos, no sétimo pregão seguido de queda, com Tóquio em baixa de 4,9%. A demanda por inteligência artificial segue recorde. O que mudou de preço foi a dívida que financia a expansão.Cadeia de semicondutores8 outSamsung lucra US$ 80 bilhões num trimestre com a memória da IAA Samsung estimou nesta quinta um lucro operacional de 107,4 trilhões de wons no terceiro trimestre, cerca de 80 bilhões de dólares. É quase nove vezes o lucro de um ano antes e a primeira vez que a empresa passa de 100 trilhões num trimestre. A origem é a escassez de memória, o chip que os data centers de inteligência artificial passaram a comprar em qualquer volume. A conta chega ao preço de todo aparelho eletrônico, inclusive no Brasil, que importa toda a memória que consome.Cadeia de semicondutores3 outA semana em que a China fechou a terceira porta da carneO movimento da semana em Produção: a carne bovina brasileira esgotou em 29 de setembro a cota anual de 1,1 milhão de toneladas na China, e desde quinta cada tonelada extra paga 67% para entrar no maior mercado comprador. Pequim recusou a proposta de usar a cota do Uruguai. Na mesma semana, as listas do corte de tarifas entre Washington e Pequim entraram em vigor, a indústria chinesa voltou a crescer e a França propôs liberar 100 milhões de barris dos estoques europeus para baratear o inverno.Comércio global1 outSetembro na Produção: a trégua das potências e o agro cercadoO deslocamento do mês em Produção: a visita de Xi Jinping a Washington estendeu a trégua comercial até janeiro de 2027 e criou uma lista de tarifas menores para 30 bilhões de dólares de cada lado, sem destravar chips nem terras raras. O Canadá mediu o preço de retaliar e voltou a negociar. E o Brasil fechou setembro com as três maiores portas da sua carne restringidas ao mesmo tempo: o tarifaço americano, o embargo europeu e, desde 1º de outubro, a sobretaxa chinesa de 55%.Cadeia de semicondutores30 setChina esgota a cota e taxa a carne do Brasil em mais 55%O Ministério do Comércio da China anunciou nesta quarta que a carne bovina brasileira atingiu em 29 de setembro 100% da cota anual de 1,1 milhão de toneladas. A partir da zero hora de 1º de outubro, cada tonelada acima da cota paga 55% de tarifa além dos 12% já cobrados. A China é o destino de quase metade da carne que o Brasil exporta. Com o tarifaço americano e o embargo europeu ainda de pé, o maior comprador do agro brasileiro restringe a compra a quatro dias do primeiro turno.Comércio global26 setA semana em que Xi levou a trégua comercial para 2027O movimento da semana em Produção: a visita de Estado de Xi Jinping a Washington estendeu a trégua comercial até 10 de janeiro de 2027 e produziu a recomendação de tarifa menor para 30 bilhões de dólares de bens de cada lado. Nenhuma licença nova de chips saiu, as terras raras seguem zeradas para o Japão e a soja virou a medida concreta do acordo: a China comprou 55 milhões de toneladas do Brasil até agosto e prometeu 25 milhões por ano aos americanos.Cadeia de semicondutores23 setXi chega a Washington com a trégua comercial por renovarO presidente da China desembarca nesta quarta-feira para três dias de visita de Estado, a primeira dele aos Estados Unidos em mais de dez anos. Donald Trump decidiu recebê-lo na pista da base aérea de Andrews, um gesto raro no protocolo americano. Em disputa está a trégua comercial assinada em Busan, que suspendeu tarifas e liberou as terras raras chinesas, e que vencia em 10 de novembro. Na noite da chegada, o Tesouro americano anunciou a extensão da trégua até 10 de janeiro de 2027.Cadeia de semicondutores19 setA semana em que o petróleo voltou a andar, mas só com escoltaO movimento da semana em Produção: a Aramco vendeu 20 milhões de barris transferindo carga em alto mar sob escolta americana, o Brent caiu 1,2% e o barril físico de Omã chegou a 132 dólares. A tarifa americana ganhou três usos na mesma semana, contra o Canadá, contra os compradores da energia russa e como moeda para a visita de Xi Jinping. E a China chegou à véspera da negociação com indústria acelerando e consumo parado.Comércio global