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Arquitetura de segurança · Análise

Eleição 2026: Flávio à frente na Quaest pela primeira vez

A primeira pesquisa colhida inteiramente depois da crise da Polícia Federal saiu nesta segunda: a Quaest mediu 42% a 40% para Flávio Bolsonaro na simulação de segundo turno, dentro da margem de dois pontos, mas com o sinal numérico invertido pela primeira vez na série do instituto. No mesmo fim de semana, ficou público o inquérito do Supremo contra o senador no caso do filme Dark Horse, os dois candidatos passaram o domingo fora das ruas, e o plenário do Supremo decide amanhã quem comanda a PF.

Por COMPASSO14 de setembro de 2026atualizado às 19h2010 min de leituraTabuleiro: Arquitetura de segurança

Leituras

  1. A primeira pesquisa colhida inteira depois da crise da PF dá 42% a 40% ao senador no segundo turno, dentro da margem: o empate segue, e o sinal numérico virou de lado pela primeira vez.
  2. O caso Master alcançou os dois campos na mesma semana: o senador virou alvo de inquérito pelo financiamento de um filme, e o plenário do Supremo examina amanhã as mensagens que citam Moraes.
  3. É fato que a virada de dois pontos coube na margem de erro; é leitura possível, não fato, que a semana de crise institucional tenha começado a mover voto.

Atualização, 19h20. A rodada BTG/Nexus, a pesquisa do banco BTG Pactual com o instituto Nexus que este texto esperava, saiu no fim da tarde, com o sinal numérico do outro lado. Foram 2.003 eleitores ouvidos por telefone entre 11 e 13 de setembro, com margem de dois pontos e registro no TSE de número BR-04076/2026. Na simulação de segundo turno, o presidente marcou 47% e o senador, 46%. No primeiro turno, deu 42% a 37%, com Augusto Cury em 6% e Ronaldo Caiado em 5%, segundo o Metrópoles, o site de notícias de Brasília.

Atualização, 19h20. Em votos válidos, a conta que exclui brancos, nulos e indecisos, o segundo turno da Nexus dá 50,5% a 49,5% para o presidente. Na rodada anterior do instituto, de 8 de setembro, o senador tinha 46% e o presidente, 45%. As duas pesquisas colhidas depois da crise da Polícia Federal apontam agora em direções opostas, cada uma dentro da própria margem. O par reforça a leitura de oscilação amostral, enfraquece a hipótese de voto movido pela crise, e mantém de pé o empate que a série registra desde 9 de setembro.

Atualização, 19h20. O quadro de candidaturas também fechou. O TSE publicou nesta segunda a nota que consolida 12 candidaturas na disputa pela Presidência, documento primário do tribunal. O registro de Augusto Cury foi deferido na sessão virtual encerrada na sexta-feira, dia 11, e o de Pablo Marçal ficou negado por unanimidade. O corpo do texto, que dizia que o julgamento de Cury seguia sem confirmação, e a lista do que observar foram corrigidos com a nota oficial.

Este é o texto do dia da série Eleição 2026, que lê as movimentações da corrida, internas e externas, como um processo único e acumulado. O texto de sábado fechou com um teste marcado: as primeiras pesquisas colhidas inteiramente depois da crise da Polícia Federal sairiam nesta segunda-feira. A primeira delas saiu, e mudou o lado do sinal.

Os movimentos desde sábado

A pesquisa Quaest divulgada nesta segunda foi contratada pela Editora Globo e pela Globo Comunicação, com registro TSE de número BR-03607/2026. Ouviu 2.004 eleitores entre 10 e 13 de setembro, com margem de dois pontos. Na simulação de segundo turno, Flávio Bolsonaro marcou 42% e Lula, 40%, com 13% de brancos e nulos e 5% de indecisos. É a primeira vez que o senador aparece numericamente à frente numa simulação da Quaest. A rodada anterior do instituto, com campo de 3 a 6 de setembro, tinha dado 41% a 41%, como o COMPASSO registrou no sábado. No primeiro turno, Lula marcou 36%, Flávio Bolsonaro 31%, Augusto Cury 7%, Ronaldo Caiado 4%, Renan Santos 4% e Romeu Zema 1%. Na rodada anterior, o quadro era 36% a 29%, com Cury em 8%. Os números novos estão na Brasil de Fato, site lido à esquerda, e na Gazeta do Povo, jornal lido à direita. O Infobae, em espanhol, tratou a inversão como o fato do dia da corrida vista de fora.

O segundo movimento do fim de semana foi judicial. Ficou público que o senador é alvo de um inquérito no Supremo Tribunal Federal, por suspeita de lavagem de dinheiro, corrupção e evasão de divisas. O caso trata do financiamento de Dark Horse, a cinebiografia de Jair Bolsonaro. O inquérito foi autorizado pelo ministro André Mendonça em julho. Apareceu com a queda do sigilo de procedimentos do caso Master, a investigação sobre o Banco Master, liquidado em 2025, que alcança gente dos dois campos, como o COMPASSO registrou no sábado. A suspeita envolve a negociação do filme com Daniel Vorcaro, o ex-dono do banco. O senador nega irregularidade: "não há um centavo de dinheiro público", disse, afirmando que os recursos do filme são privados. O registro é da Brasil de Fato. No domingo, a campanha dele cancelou as agendas em Presidente Prudente, no interior paulista, citando "os últimos acontecimentos" e as chuvas na região, e o senador passou o dia em Brasília, segundo o Correio Braziliense, o jornal de Brasília.

O outro candidato também passou o domingo fora das ruas. O PT, o partido do presidente, organizou a mobilização nacional "Brasil com Lula nas ruas", com bandeiraços, carreatas e panfletagem pelo país, três semanas antes do primeiro turno. O presidente ficou em Brasília, sem agenda pública, e falou às 18h em transmissão fechada com militantes e apoiadores, segundo o Poder360, o site de notícias de Brasília. Na versão do partido, publicada no site oficial do PT, o domingo 13 celebrou o número da legenda na urna. A imprensa registrou também uma reorganização interna da campanha depois de atritos, segundo o Metrópoles, o site de notícias de Brasília.

Dois prazos institucionais fecham o quadro. Amanhã, terça, às 10h, o plenário do Supremo, com os onze ministros, decide quem comanda a Polícia Federal. Na mesma sessão, examina o relatório com as 52 mensagens trocadas entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, segundo o Migalhas, o site jurídico. Andrei Rodrigues, o diretor-geral afastado por decisão individual e mantido pela presidência da corte, segue na função até lá. É o movimento que a série acompanha desde 8 de setembro. E o calendário eleitoral encerra nesta segunda o prazo para o TSE julgar os registros presidenciais. Até o dia 9, 11 das 13 chapas estavam deferidas, segundo a CNN Brasil, e Pablo Marçal foi barrado por unanimidade na sexta. O registro de Augusto Cury, que corrigiu a declaração de bens, foi deferido na sessão virtual encerrada na sexta-feira, dia 11, e a disputa fechou com 12 candidaturas, segundo a nota oficial do TSE, documento primário. As primeiras validações estão na nota oficial do TSE, documento primário. Washington, pelo padrão que a série acompanha desde o especial Depois de Caracas, atravessou mais um fim de semana sem citar a eleição.

O que a rodada muda na leitura

Primeiro, a conta. Votos válidos são a conta que exclui brancos, nulos e indecisos, a mesma que o TSE usa na apuração. Nela, o 42% a 40% da Quaest vira 51,2% a 48,8% para o senador. A rodada anterior, 41% a 41%, era 50% a 50%. O deslocamento é de pouco mais de um ponto em válidos, e a margem declarada é de dois. Estatisticamente, o empate que a série lê desde 9 de setembro continua de pé. No primeiro turno, a vantagem do presidente em válidos fica perto de 6 pontos, dentro da faixa de 4 a 7 que os institutos de maior histórico vêm mostrando.

O que muda é a qualidade do sinal, e aqui fato e leitura precisam andar separados. O fato: pela primeira vez na série da Quaest, o senador aparece numericamente à frente. E isso aconteceu na primeira colheita feita inteiramente depois do afastamento do chefe da PF, da reintegração e da avocação dos processos pela presidência do Supremo. A leitura possível, não confirmada: a crise institucional teria começado a mover o eleitor, na direção que favorece o campo que faz dela sua pauta. A leitura alternativa, igualmente compatível com os números: ruído amostral dentro da margem, numa semana em que nada mais se moveu. O teste está marcado. A rodada BTG/Nexus, do banco BTG Pactual com o instituto Nexus, teve campo de 11 a 13 e não tinha sido divulgada até o fechamento. Se ela e o próximo Datafolha devolverem o sinal anterior, a virada da Quaest fica registrada como oscilação. Duas rodadas seguidas fora da margem mudariam a leitura da série; uma rodada dentro dela, não.

O terceiro dado da rodada é a estabilidade do resto. Augusto Cury foi de 8% para 7%, movimento dentro da margem. O cruzamento que diria para onde vai o eleitor dele no segundo turno seguia sem publicação nesta segunda. É a variável que decide a eleição na leitura da série. Enquanto esse número não sai, a estimativa acumulada da série permanece a mesma. Primeiro turno com o presidente à frente; segundo turno 50 a 50, com o sinal dependendo de hipóteses que os dados ainda não separam.

Os interesses por trás dos movimentos

Lido pela renda, o fim de semana manteve as posições. O caso Master pressiona os dois campos ao mesmo tempo: no mesmo processo convivem as mensagens que citam o ministro e o inquérito que mira o candidato. Para o campo do senador, a crise da corte segue sendo combustível de mobilização, com o impeachment de Moraes como pauta declarada desde o Sete de Setembro, como o COMPASSO registrou no feriado. Para o governo, a crise é risco de agenda. O discurso econômico da deflação e do emprego perde espaço a cada dia em que o Supremo ocupa o noticiário. E a trava da gasolina, paga pelo Tesouro, vence um dia depois do primeiro turno, como o COMPASSO registrou na sexta-feira. O capital financeiro segue comprando o empate como cenário, com aposta de ajuste fiscal seja qual for o vencedor. E o trabalho vê nesta semana a decisão que mais afeta o bolso no curto prazo: o Copom decide juros na quarta, com o petróleo de guerra encarecendo o frete da campanha inteira.

O que observar até 4 de outubro

  • Terça, dia 15, às 10h: o plenário do Supremo decide o comando da PF e examina o relatório do caso Master.
  • Nos próximos dias: o próximo Datafolha e o cruzamento que diga para onde vai o eleitor de Augusto Cury no segundo turno.
  • Quarta, dia 16: decisão do Copom e do Federal Reserve no mesmo dia, com efeito direto sobre câmbio e gasolina.
  • Sábado, dia 19: os dois candidatos em Santa Catarina, em atos separados.
  • Dia 23: a Assembleia Geral da ONU, onde o presidente diz que pretende encontrar Trump, sem confirmação americana.
  • Dia 24: Xi Jinping em Washington, com a eleição brasileira fora da pauta declarada.
  • Dia 27: debate da Record e do Estadão, ainda sem confirmação dos dois primeiros colocados.
  • Dia 30: reunião ministerial do tarifaço entre Brasil e Estados Unidos, em Milwaukee.
  • Dia 1º de outubro: debate da Globo. Dia 4: o primeiro turno.

Fontes

Gazeta do Povo (a rodada da Quaest, registro TSE BR-03607/2026, lida à direita) · Brasil de Fato (a mesma rodada, lida à esquerda) · Infobae, em espanhol (a corrida vista da Argentina) · TSE (as validações de registro, documento primário) · CNN Brasil (o quadro dos registros) · Migalhas (a pauta do plenário de terça) · Times Brasil (a convocação do plenário) · Brasil de Fato (o inquérito sobre o filme Dark Horse) · Correio Braziliense (o cancelamento das agendas do senador) · Diário Carioca (o cancelamento ligado ao inquérito) · Poder360 (a mobilização de domingo) · PT (a versão do partido sobre o domingo) · Metrópoles (a reorganização da campanha) · Metrópoles (a rodada BTG/Nexus, registro TSE BR-04076/2026) · TSE (a nota das 12 candidaturas, documento primário)

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