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Arquitetura de segurança · Análise

Eleição 2026: a rodada pende a Flávio e espera o Datafolha

Três pesquisas saíram nesta quinta e duas dão vantagem numérica ao senador Flávio Bolsonaro no segundo turno: Real Time Big Data, 45% a 44%, e PoderData, 46% a 45%. A Alfa Inteligência marca empate exato, 43% a 43%. Tudo dentro da margem de erro. O Datafolha sai às 18h45 e fecha o teste que a série abriu na semana passada. No mesmo dia, o relator no TSE decide três casos de propaganda, um deles sobre um vídeo fabricado com inteligência artificial.

Por COMPASSO24 de setembro de 2026atualizado às 19h1710 min de leituraTabuleiro: Arquitetura de segurança

Leituras

  1. Das três pesquisas do dia, duas dão vantagem numérica ao senador e uma empata, todas dentro da margem: a série chega a quinze medições de segundo turno, nove com ele à frente.
  2. O Datafolha das 18h45 fecha o teste aberto em 17 de setembro: senador à frente reabre a hipótese de movimento real; empate ou presidente à frente arquiva a rodada como oscilação.
  3. A propaganda virou contencioso: o relator no TSE decidiu três casos em sequência, um sobre vídeo fabricado com inteligência artificial, e a corte passa a definir o que cada campanha mostra.

Atualização, 19h17. O Datafolha saiu às 18h53 desta quinta. No segundo turno, o presidente Lula tem 47% e o senador Flávio Bolsonaro tem 45%, com 7% de brancos e nulos e 1% de indecisos, segundo os números publicados pela CartaCapital. Convertido a votos válidos, a conta que exclui brancos, nulos e indecisos, o resultado dá 51,1% ao presidente e 48,9% ao senador. O registro no Tribunal Superior Eleitoral é o BR-00304/2026, com 2.002 entrevistados e margem de dois pontos. No primeiro turno, Lula tem 40% e Flávio tem 36%, com Augusto Cury em 5%, Ronaldo Caiado em 4% e Renan Santos em 3%. A base de comparação é a rodada de 17 de setembro do mesmo instituto: 46% a 44% no segundo turno e 39% a 36% no primeiro, sempre para o presidente.

O resultado fecha o teste fixado no texto de 17 de setembro. O Datafolha era o segundo instituto do teste original e manteve o presidente à frente, com a mesma distância de dois pontos da rodada anterior. Pela regra anunciada ali, a rodada de setembro fica arquivada como oscilação, sem virar movimento. Com o fato novo, a contagem geral do corpo foi corrigida de quinze para dezesseis medições de segundo turno desde a crise aberta no Supremo: nove com vantagem numérica do senador, seis com o presidente à frente e uma empatada.

No fim do dia, o Brent, o barril de referência internacional, fechou a 106,60 dólares, alta de 3,4% sobre quarta, segundo a agência de notícias Reuters. A alta veio depois de um ataque houthi à Arábia Saudita, registrado na atualização de O dia em seis regiões. Barril mais caro pesa na trava da gasolina, a conta que a série acompanha desde 10 de setembro.

Este é o texto de quinta-feira da série Eleição 2026, que lê as movimentações da corrida, internas e externas, como um processo único e acumulado. O texto de quarta registrou a AtlasIntel devolvendo a dianteira numérica ao presidente Lula e o cancelamento do último debate do primeiro turno entre os dois líderes. Desta quarta para cá, três institutos divulgaram medições novas e a disputa entre as campanhas se acelerou no Tribunal Superior Eleitoral. Em Washington, a reunião de Trump com Xi Jinping pôs a soja brasileira na conta do dia.

Três pesquisas numa manhã, duas com o senador à frente

O Real Time Big Data ouviu 2.000 eleitores por telefone e recrutamento digital, de 19 a 23 de setembro. A margem é de dois pontos, e o registro no Tribunal Superior Eleitoral é o BR-04202/2026. No segundo turno, o senador Flávio Bolsonaro tem 45% e o presidente Lula tem 44%, segundo os números publicados pelo jornal Gazeta do Povo. Convertido a votos válidos, a conta que exclui brancos, nulos e indecisos, o resultado dá 50,6% ao senador e 49,4% ao presidente. A base de comparação: na rodada anterior do mesmo instituto, com campo no fim de agosto, os dois marcavam 44% cada. É a primeira vantagem numérica do senador na série da casa desde maio, segundo o site financeiro TradeMap. No primeiro turno, Lula tem 41% e Flávio tem 37%, com o escritor Augusto Cury, do Avante, e Renan Santos, do Missão, em 6% cada.

O PoderData ouviu 3.000 eleitores por telefone em 723 municípios, de 20 a 23 de setembro, com margem de dois pontos e registro BR-01739/2026. No segundo turno, o senador tem 46% e o presidente tem 45%, segundo a ficha publicada pela Gazeta do Povo. Brancos e nulos somam 7%, e os indecisos, 2%. Em votos válidos, 50,5% a 49,5%. No primeiro turno, já em válidos, o presidente tem 43% e o senador tem 42%, com Cury em 6%. A Alfa Inteligência, a terceira medição do dia, ouviu 2.700 eleitores presencialmente, de 18 a 23 de setembro. A margem é de 1,8 ponto, o registro é o BR-02512/2026, e a contratante é a Rádio Transamérica de São Paulo. No segundo turno, empate numérico exato: 43% a 43%. No primeiro, Lula tem 40% e Flávio tem 33%, a maior distância entre as casas que mediram nesta semana. Os registros das três podem ser conferidos no sistema do Tribunal Superior Eleitoral.

Falta a medição de maior peso do dia. O Datafolha, contratado pela Folha de S.Paulo e pela Globo, ouviu 2.002 eleitores de 22 a 24 de setembro, com margem de dois pontos e registro BR-00304/2026. A divulgação começa às 18h45 desta quinta. A base de comparação é a rodada de 17 de setembro: 39% a 36% no primeiro turno e 46% a 44% no segundo, para o presidente. Um aviso de serviço: números atribuídos ao Datafolha circulando em redes sociais antes das 18h45 são de rodadas antigas ou falsos.

O que a rodada muda na leitura do processo

A série acompanha um teste fixado no texto de 17 de setembro. A rodada que pendeu ao senador viraria movimento real se os mesmos institutos repetissem a inclinação. Até quarta, o resultado do teste era ambíguo: a Quaest repetiu a vantagem do senador, menor, e a AtlasIntel inverteu para o presidente. As três medições desta quinta vêm de casas fora do teste original, mas mudam a contagem geral. Desde a crise aberta no Supremo, são dezesseis medições de segundo turno registradas. Nove têm vantagem numérica do senador, seis têm o presidente à frente e uma empata, todas dentro da margem de erro.

A fotografia continua a mesma, e é isso que ela diz. Segundo turno em 50 a 50, com a dianteira numérica trocando de mão conforme o instituto e a semana. Primeiro turno com o presidente numericamente à frente em todas as casas, sem chegar à metade dos votos válidos. Vale a camada de hipótese que a série carrega desde o início. Em 2022, as pesquisas subestimaram o campo bolsonarista em cerca de quatro pontos no primeiro turno, um erro assimétrico e numa só direção. Se o erro se repetir no mesmo tamanho e sentido, o empate de hoje esconde uma vantagem do senador. É uma hipótese de leitura, não um fato, e a repetição do erro não está garantida. O Datafolha das 18h45, segundo instituto do teste original, decide o resto. Senador à frente reabre a hipótese do movimento. Empate ou presidente à frente arquiva a rodada de setembro como oscilação.

A propaganda vira contencioso e a corte decide o que circula

Enquanto os institutos mediam, o relator das ações sobre propaganda no Tribunal Superior Eleitoral, o ministro Kassio Nunes Marques, decidiu três casos em sequência. Manteve no ar o vídeo em que o senador associa o presidente ao crime organizado, segundo o site Congresso em Foco. A decisão ainda vai ao plenário da corte. Mandou a campanha do presidente apagar em 24 horas um vídeo gravado em palácio oficial sobre o caso Master, segundo o site Piauí Hoje. O caso Master é a investigação sobre o Banco Master, liquidado em 2025, que alcança gente dos dois campos. E deu 24 horas para a rede X derrubar um vídeo fabricado com inteligência artificial, segundo o site goiano GYN Notícias. Na peça falsa, o dono do Master afirma financiar a campanha do senador. Segue pendente a ação da campanha do senador contra o discurso do presidente na ONU, registrada no texto de quarta, que pede até a cassação da chapa.

O padrão importa mais que cada decisão. A dez dias do voto, o que cada campanha pode mostrar passou a ser definido caso a caso por um ministro. O eleitor recebe uma propaganda editada pelo contencioso. O Estado concentra a decisão sobre o que circula. A sociedade ganha quando um vídeo fabricado sai do ar. E perde um grau de liberdade quando a disputa de versões migra do debate público para a liminar. O vídeo sintético fecha um círculo do dia. Trump e Xi combinaram nesta quinta avisar um ao outro sobre incidentes de inteligência artificial, como analisa o texto do dia. A mesma tecnologia já opera dentro da campanha brasileira, sem aviso nenhum.

Os interesses externos na conta da semana

Washington ficou em silêncio sobre o Brasil na semana da ONU, e o silêncio foi lido como alívio. Trump não citou o país no discurso de terça, e a avaliação interna do Planalto tratou a omissão como positiva, segundo o site Brasil 247. O governo prepara para a OEA, a organização dos Estados americanos, a resposta à lista do Escudo das Américas. A lista sancionou o PCC, o Primeiro Comando da Capital, e o Comando Vermelho, com o Brasil fora da coalizão. A leitura oficial é de brecha para presença americana na região, segundo o Poder360. A pressão externa sobre a eleição, acompanhada desde o especial Depois de Caracas, segue operando por listas e gestos, não por decreto.

A economia da reta final também se decide fora. O Brent, o barril de referência internacional, era negociado a 105,4 dólares no início da tarde, alta de 2,2% sobre quarta, segundo o agregador de dados Trading Economics. Barril mais caro encarece a trava da gasolina, o corte de tributos de cerca de 2 bilhões de reais por mês. A trava vence um dia depois do primeiro turno, conta aberta no texto de 10 de setembro. E a reunião de Washington põe a soja na disputa. A China comprometeu-se a comprar 25 milhões de toneladas americanas por ano. Cada tonelada disputada muda a renda da terra que financia parte das campanhas.

O que observar até 4 de outubro

Hoje, 18h45: o Datafolha fecha o teste da semana. Sexta, dia 25, 9h: o IBGE divulga o IPCA-15 de setembro, a prévia da inflação, a última antes do voto. Quarta, dia 30: a reunião ministerial sobre o tarifaço em Milwaukee. Quinta, 1º de outubro: o debate da Globo, o único que restou no calendário com os dois líderes convidados. Domingo, dia 4: primeiro turno. Segunda, dia 5: vence a trava da gasolina.

Fontes

Gazeta do Povo (a ficha completa do Real Time Big Data) · Gazeta do Povo (a ficha completa do PoderData) · Gazeta do Povo (a ficha completa da Alfa Inteligência) · Tribunal Superior Eleitoral (o registro das pesquisas) · CartaCapital (a leitura da Alfa) · Revista Oeste (a leitura do PoderData) · NSC Total (o horário e a ficha do Datafolha) · Congresso em Foco (a liminar sobre o vídeo do senador) · Piauí Hoje (as liminares sobre os vídeos das campanhas) · Brasil 247 (a leitura do Planalto sobre o silêncio de Trump) · Poder360 (a resposta brasileira ao Escudo das Américas) · Infobae, em espanhol (a lista das sanções coletivas) · Trading Economics (o preço do Brent)

Os outros textos do dia: Trump e Xi se reúnem e a IA entra no acordo das duas potências · O dia em seis regiões: a Venezuela promete eleições na ONU.

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